quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012



ORAÇÃO DA INTIMIDADE

Tu que estás acima de nós, Tu que és um dentre nós, Tu que és também em nós.
Que todos te possam ver também em mim.
Que eu possa preparar o caminho para ti, que eu possa agradecer por tudo o que me tem acontecido.
Que eu não esqueça jamais as necessidades dos outros.
Conserva-me em teu amor, assim como tu queres que os outros se conservem no meu.
Que tudo em meu ser se transforme em teu louvor.
Que jamais eu chegue a desesperar; pois estou em tuas mãos e toda força e bondade estão em ti.
Dá-me um espírito puro para que eu te possa ver!
Dá-me um espírito humilde para que eu te possa ouvir!
Dá-me um espírito amoroso para que eu possa te servir!
Dá-me um espírito fiel para que eu possa permanecer em Ti!

(Dag Hammarskjold) Valderes.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012



Somos todos imagens de um Deus que é comunhão, um Deus-comunicação.Por isso, dentro de ti existe uma mina de amor. Para descobrí-la basta encontrar a ti mesmo, em profundidade, lá onde está a fonte do teu ser e do teu agir.
No mais profundo de teu ser sentes a força do amor, da beleza, da bondade. Até mesmo a natureza encontra ressonâncias de beleza e harmonia dentro de ti...
Mas este gozo não é completo: também o gemido cósmico de todas as criaturas encontra eco no teu coração!
"Todas as criaturas...e nós também, sofremos em nós mesmos, porque esperamos que Deus, libertando-nos totalmente, manifeste que somos seus filhos" (Rm 8,23

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012



O AMOR FAZ VOCÊ APRENDER A VIVER

O AMOR FAZ VOCÊ DESCOBRIR AS RIQUEZAS DO SEU SER.

O AMOR FAZ VOCÊ COMEÇAR A OUSAR.

O AMOR FAZ VOCÊ AMAR A VIDA.

VIBRE DE AMOR PORQUE

DEUS TE AMA LOUCAMENTE!

quarta-feira, 30 de novembro de 2011



EU ESPERA QUE VOCÊ VIESSE.....
E VOCÊ VEIO.....
VEIO EM BUSCA DE ALGUMA COISA.....
BUSCAR É PEREGRINAR, É SAIR DE SUA CASA
DO SEU COTIDIANO,
DO SEU EU.
SOMOS ALGUÉM QUE SAI EM BUSCA,
POIS A VIDA É UMA BUSCA CONTÍNUA,
É BUSCA DE FÉ,
É BUSCA DE AMOR,
É BUSCA DO REINO,
É BUSCA DA PAZ,
É BUSCA DE ALEGRIA,
É BUSCA DE FELICIDADE.
SOMOS FELIZES!
OBRIGADA POR TER VINDO!

NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

SETEMBRO - MÊS DA BÍBLIA



TEMA: TRAVESSIA – PASSO A PASSO O CAMINHO SE FAZ

LEMA: APROXIMAI-VOS DO SENHOR! (Ex 16,9)

Neste ano de 2011, somos convidados a refletir sobre o Livro do Êxodo do capítulo quinze (15) ao dezoito (18). Como sabemos o Livro do Êxodo, juntamente com os Livros de Gênesis, Levítico, Números e Deuteronômio, faz parte do que chamamos Pentateuco ou Torá, os cinco livros muito importantes para a religião judaica.
Nestes três capítulos do Êxodo, vamos encontrar o povo de Deus recém saído da escravidão do Egito, salvos por Moisés e atravessando o deserto. Hoje, o povo de Deus somos nós e em muitos momentos refletindo sobre o texto, vamos descobrir que vivemos, algumas vezes ou até inúmeras vezes, situações muito parecidas com as que o povo de Deus viveu no deserto.
O deserto é um tempo de mudança, de transformação. É na travessia do deserto que o povo de Deus ao mesmo tempo em que se desespera diante das dificuldades da travessia, se aproxima de Deus, reconhece a sua presença entre eles e se organiza como um povo.
Podemos destacar quatro momentos que servem de exemplo para os dias de hoje.
O primeiro momento acontece em Ex 15,22-27. A sobrevivência no deserto implica em achar água. A hidratação é fundamental. E a primeira dificuldade que o povo de Deus encontra é justamente esta: a água que encontram é “amarga”, isto é, não serve para beber. O povo reclama com Moisés, “murmuram”. Podemos imaginar que as pessoas começavam a duvidar da presença de Deus na sua caminhada. Moisés intercedeu pelo povo e Deus com simples gesto tornou a água boa para o consumo, mostrando que estava atento as suas necessidades, eles só precisavam crer, ter fé.
Água amarga, água impura, água poluída. Isto nos lembra a Campanha da Fraternidade deste ano. A luta pela preservação de nossas reservas deste líquido tão precioso para a sobrevivência de toda a natureza e da humanidade, luta esta que deve continuar.
Por outro lado, agimos algumas vezes como o povo de Deus. Diante de uma dificuldade, logo “murmuramos”, achando que Deus nos abandonou. Vacilamos na nossa fé, ficamos “amargurados”, duvidamos do seu amor e da sua misericórdia que sempre nos mostra uma saída, um caminho a seguir.
O segundo momento é quando povo de Deus teve fome: Ex 16,1-35. Desta vez, as reclamações foram muitas. Ficaram até com saudades da escravidão, pois lá não faltava o pão e a carne para saciar-lhes a fome. Novamente questionaram Moisés e este, mais uma vez intercedeu pelo povo e Deus atendeu as suas preces. Mas, para saciar a fome, o povo teria que cumprir algumas regras. Deus foi categórico: a tarde enviaria a carne (as codornizes) e pela manhã o pão (o maná). O povo só poderia colher o maná suficiente para um dia. Apenas no sexto dia colheria para o consumo de dois dias, pois o sétimo dia era de descanso. Mas alguns colheram mais do precisavam para um dia, provavelmente, por medo de não terem o que comer no dia seguinte, por duvidarem da palavra do Senhor, tentaram acumular, guardar. Mas, o maná que não foi consumido, que foi estocado, estragou. Aí veio o arrependimento. Lembram desses versos?

O povo de Deus, também vacilava
Às vezes custava, a crer no amor.
O povo de Deus, chorando rezava,
Pedia perdão e recomeçava.

Nós somos o povo de Deus hoje e na nossa caminhada somos tentados diariamente a estocar, guardar, comprar, acumular. Deixamo-nos levar, muitas vezes pela mídia, pelas promoções, pelas liquidações, compramos o que não precisamos no momento, e às vezes jogamos fora alimentos que não consumimos e que ficaram com o prazo de validade vencido. Isso sem falar na ambição dos poderosos que pensam unicamente em acumular riquezas, enquanto outros ficam cada vez mais pobres e excluídos da sociedade. Por outro lado, é bom lembrar que toda mudança, como o povo de Deus que saiu da escravidão em busca da liberdade, exige sacrifício, tem um preço e, algumas vezes não queremos pagar. Por isso, completando os versos acima nós podemos também cantar:

Também sou teu povo, Senhor
E estou nesta estrada.
Perdoa se às vezes,
Não creio em mais nada.

A nossa vida também é uma caminhada pelo deserto. Nunca sabemos com certeza se vamos encontrar um oásis com doze fontes de água cristalina e setenta palmeiras (Ex 15,27) ou um inimigo com o qual devemos lutar. Os problemas, as dificuldades, os conflitos surgem e temos que resolver. Algumas vezes não conseguimos resolver sozinhos, precisamos ter fé e a colaboração de outras pessoas. É o que aconteceu com o povo de Deus.
O terceiro momento da nossa reflexão acontece em Ex 17,8-16. Os amalecitas, um povo que habitava mais ao norte, veio lutar contra Moisés e seu povo. Moisés não se intimidou. Chamando Josué, mandou que escolhesse os homens e lutasse contra os amalecitas. Ele, Moisés, ficaria na colina junto com Aarão e Hur, com os braços erguidos e o cajado,
como em oração, pedindo a proteção do Senhor. No entanto, os braços de Moisés ficaram cansados e cada vez que ele deixava os braços caírem, os amalecitas ganhavam terreno e venciam Josué. Então, Araão e Hur, puseram Moisés sentado numa pedra e um de cada lado segurava seus braços erguidos para o céu. E assim, com a colaboração de Aarão e Hur que sustentaram os braços de Moisés, Josué conseguiu vencer os amalecitas, pondo-os em fuga.
Algumas vezes, nós precisamos que outras pessoas nos ajudem a enfrentar as dificuldades da nossa caminhada. Outras vezes, como Aarão e Hur, nós temos que ajudar o nosso próximo com a nossa fé, com a nossa amizade, com o que está ao nosso alcance, para que o outro possa também vencer os obstáculos do caminho.
Encontramos o quarto momento em Ex 18,13-27. Moisés, sendo o líder do povo, tinha constantemente que resolver os problemas, os conflitos que surgiam, fossem eles grandes ou pequenos. Podemos imaginar o quanto isto o desgastava. A solução veio de Jetro, sogro de Moisés, que fora encontrá-lo em companhia da mulher de Moisés e de seus dois filhos. Vendo todo aquele povo em pé, esperando para falar com Moisés sobre diversas questões, Jetro percebeu que em pouco tempo, tanto Moisés como povo, estariam desanimados e sem muita esperança. Aconselha, então, que Moisés escolha no meio do povo, “homens capazes, tementes a Deus, incorruptíveis, e os estabeleça como chefes de mil, chefes de cem, chefes de cinqüenta, chefes de dez, que julgarão o povo e só trarão a Moisés as causas mais importantes”. (Ex 18,21)
Desta maneira o povo de Deus foi criando um rosto, se organizando como nação, com um governo de responsabilidades distribuídas e sempre que necessário Moisés estaria pronto para interceder pelo povo junto a Deus. Nos capítulos 19 e 20 Deus, na sua infinita misericórdia, através de Moisés, fará uma Aliança com o seu povo, transmitindo o Decálogo, os Dez Mandamentos, para que o povo pudesse se orientar, unidos na mesma fé ao Deus único e verdadeiro – o Deus de Israel – o Deus de Jesus.
Delegar poderes, funções, partilhar responsabilidades, trabalhar visando um objetivo comum, para que a paz, o entendimento, a fraternidade, possa fazer a caminhada ser mais suave, mais amena, é o que nos ensina este trecho da nossa reflexão. Muitas vezes, sofremos a “síndrome de gerente geral do universo” achando que somente nós somos capazes de resolver todos os problemas, esquecendo que existem pessoas tão ou mais capazes que nós e que muito podem contribuir para o bom êxito de qualquer empreendimento. Mesmo dentro da nossa própria família, saber escutar o outro, é uma arte que devemos cultivar e aplicar esta arte em todos os nossos relacionamentos, revela sabedoria.
Muito mais nos ensinam esses capítulos do Êxodo. Deixo a todos uma sugestão: leiam com atenção e procurem nas entrelinhas outros exemplos em que caminhada do povo de Deus pelo deserto, pode nos ajudar na travessia da nossa vida e nos aproximar cada vez mais de Deus.

Valderês Costenaro

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

DIA DO CATEQUISTA




CATEQUISTAS
Deixe seu coração arder pelo caminho ao escutar a voz do Mestre. Que ensina e envia: “Vai anunciar que eu estou vivo” e o sepulcro está vazio porque a vida sempre vence.
Reconheça a força do ressuscitado no partir e repartir o pão. Seu sim se torna fortaleza ao aceitar o envio: “Vai...ensina... o que Eu ensinei a vocês”.
Acredite que sua convicção se torna uma potência que o testemunho dos seus atos reveste de vida as palavras de sua boca, que o projeto do Reino transforma a escuridão em claridade, a luta em vitória.
Reconheça que as mãos estendidas se tornam partilha, os braços abertos são acolhida, a esperança teimosa torna possível, as relações se tornam diálogo para que “todos sejam um”.
Tenha certeza de que seus passos deixam marcas inapagáveis, sua voz faz ecoar a PALAVRA viva que não conhece fronteiras, sua vida se torna profecia que anuncia a verdade e denuncia a falsidade, seu agir se torna aliança e faz comunidade que constrói o Reino da fraternidade.



segunda-feira, 22 de agosto de 2011



DEUS NA BÍBLIA
(um passeio bíblico)

ANTIGO TESTAMENTO
Os autores sagrados geralmente definem Deus mediante analogias humanas e naturais.Expõem sua concepção nos títulos e nas imagens, nas narrações das ações divinas e nas expressões dos sentimentos humanos.
Nas tradições bíblicas, Iahweh aparece como o Deus que se revelou a Israel e de quem este teve experiência no Êxodo, no Sinai e em tantas outras circunstâncias de sua história.Falar de Yahweh implica, portanto, uma referência obrigatória a Israel.

a) Prelúdios do Javismo
Segundo Gn 4,26, o culto a Iahweh, remonta às origens da humanidade. No entanto, conforme Ex 3,13-15, o nome Yahweh foi revelado pela primeira vez a Moisés. Nas narrações patriarcais aparece a designação “o Deus de Abraão” e que esta se vá ampliando depois em círculos sucessivos: “o Deus de Abraão, teu pai!”, referindo a Isaac (Gn 26,24), “o Deus de Abraão, teu ´pai, e Deus de Isaac”, com relação a Jacó (Gn 28,13), e o “Deus de teu pai Abraão e Deus de Jacó” (Ex 3,6), com relação a Moisés.
A relação do homem com deus é análoga a de pai-filho, destacando-se os elementos da formação, do sustento e da proteção. O Deus de Gn 12ss é deus que acompanha, guia e protege a família. Na realidade, a história da humanidade está marcada, desde suas origens, pela bênção divina (Gn 1,28).

b)Javismo
As tradições do Primeiro Testamento relacionam o nome de Iahweh com o Sinai e com Moisés na região de Mandiã. De acordo com isto, o berço do javismo teria que ser procurado na época pré-mosaica. Se quisermos saber quem é e como é o Deus do Êxodo, nada melhor que interrogar os textos bíblicos para ver que idéia Israel formou para si sobre Iahweh a partir dos acontecimentos relacionados com a saída do Egito, pois a aliança do Sinai significou um passo decisivo para a constituição da nova comunidade ou povo de Deus. Na montanha santa, Iahweh se manifesta a Israel, revela-lhe sua lei e faz com ele uma aliança.

c) O Deus do Deuteronômio, da História Deuteronômica e da História Cronista
No livro do Deuteronômio é mister distinguir pelo menos duas edições: uma pré-exílica que se encontra fundamentalmente nos capítulos 6-28 e outra exílica.
Na perspectiva deuteronômica , observar os mandamentos significava temer a Iahweh, amá-lo e serví-lo. Mas, a História Deuteronômica, compreende os acontecimentos que vão desde a conquista da terra até a perda da mesma e o conseqüente exílio na Babilônia. Nela, Iahweh destaca-se como Senhor da História. Portanto, a história do povo de Deus, estabelecido em Canaã, transformou-se na história de Iahweh. Da História Deuteronômica se infere que seus autores eram fervorosos javistas, dedicados ao estudo da Lei e dos profetas, a fim de extrair deles as lições oportunas para iluminar e esclarecer os acontecimentos históricos.
A História Cronista apresenta a história dentro da perspectiva religiosa edificante. Para o Cronista o verdadeiro rei é Deus e o governo ideal é o teocrático. Davi foi colocado no trono como lugar-tenente de Deus. Da história passada do povo, o Cronista quer extrair uma lição para a nova comunidade.

d) O Deus dos Profetas
O Deus dos profetas é polifacetado. Cada profeta destaca determinados traços particulares da face de Deus. É o Deus por quem eles se deixaram seduzir, o Deus que transformou sua vida e que transmitiram em sua mensagem. Não é fácil expor a noção que os profetas tinham de Deus, posto que eles não falam do próprio ser de Deus, quanto da ação de Deus na história. Assim, vieram a luz uma série de atributos divinos (zeloso, misericordiosos, santo, eterno, etc)de títulos e funções de Deus (criador, esposo, juiz, pai/mãe, salvador, redentor, rei, etc) como também de imagens verbais (leão, caçador, médico, pastor,pantera,onça,etc). Estes e muitos outros sãos os traços que delineiam o perfil do Deus dos profetas.

e)O Deus dos Sábios
Os livros sapienciais apresentam traços peculiares em relação aos outros livros do Primeiro Testamento em sua concepção de Deus. Cada um dos livros sapienciais apresenta sua própria concepção de Deus. Em resumo, Deus ocupa lugar relevante nos livros sapienciais, que ora se aproximam da concepção tradicional do Primeiro Testamento, ora abrem novos horizontes próximos do Novo Testamento. Os mestres da sabedoria tiveram bastante cuidado de se colocarem sob a influência de Deus, que instrui o homem pela sabedoria. Assim é a Sabedoria vivente de Deus, presente na criação e na história, encarnada em Jesus de Nazaré.

f) O Deus dos Salmos
Os salmistas tem plena consciência de sua pertença ao povo de Deus; e mais ainda, sentem-se filhos de Deus. Por isso é que recorrem a Ele cheios de confiança, quer seja para louvá-lo, quer seja para pedir-lhe algo.

NOVO TESTAMENTO

a)Evangelhos Sinóticos
Os Sinóticos falam-nos de Deus tomando em consideração as duas categorias segundo as quais ele era compreendido por seus contemporâneos e que foram adaptadas a Jesus: o reino de Deus e sua paternidade.
A literatura judaica contemporânea de Jesus fala do “reino de Deus”, o “reino será para o Deus de Israel”, “Deus resplandece na glória de seu reino”. Reino que se estabelecerá sobre todos os homens e que redundará em bênção para Israel. Deus se oferece ao homem como rei ou, dito de outro modo, o reino dos céus é dom de Deus que deve ser aceito pelo homem. O reino é a intervenção definitiva e última de Deus na história humana, ao mesmo tempo constitui nova ordem moral em que se cumpre perfeitamente a vontade de Deus. No entanto, definir o reino de Deus é tão difícil quanto definir o doador dele.

b) Deus Pai
Na pregação de Jesus a paternidade divina se converte em idéia central. Ele é chamado de Abba, que expressa a confiança do filho para com seu pai. Nunca é utilizada assim no judaísmo, nem na oração pessoal nem na liturgia. Seria falta de respeito. Sempre é usada por Jesus. Deus é Pai e o é de forma pessoal e comunitária.

c) Deus soberano
Característica exclusiva dele é a sua bondade única que o torna digno de fé e de temor diante de cujos olhos tudo está patente. É o Deus que se faz Emanuel mediante a ação do Espírito Santo. A presença operante do Espírito Santo se deduz da atividade de Jesus que instaura o reino expulsando os espíritos imundos. Concluindo: A apresentação concreta que os evangelistas nos oferecem de Deus se acha vinculada a interpretação que cada um deles dá de sua intervenção no mundo.

d) Atos dos Apóstolos
Cumprindo o previsto no Primeiro Testamento, Deus derramou seu Espírito sobre os homens bem dispostos para que pudessem descobrir em Jesus o Senhor e Salvador. Os apóstolos são testemunhas da ação de Deus que ressuscitou Jesus e isto também é testemunho do Espírito que age neles.A presença operante do Espírito Santo é tão evidente no livro dos Atos, que ele tem sido considerado como o verdadeiro protagonista do mesmo. Os discípulos recebem as últimas instruções de Jesus por meio do Espírito, viverão batizados ou imersos nele e agirão graças ao seu poder.

e) Corpus Paulino – O Deus Cristianizado
O Deus de Paulo é o do Primeiro Testamento. A partir do momento em que Deus revelou seu Filho e o capacitou para ser ministro de uma nova aliança, a do Espírito, Paulo “cristianizou” Deus.
Surge o novo povo de Deus, o corpo de Cristo, cuja cabeça é ele próprio; a glória de Deus, seu próprio ser, reflete-se na face de Cristo. O Evangelho de Paulo é, na realidade, a formulação da própria redescoberta de Deus em Cristo.

f)João – Evangelho e Cartas
A história que o quarto Evangelho nos conta é a história da atividade salvífica de Deus. Deus se fez presente em Jesus,o Filho do Homem. O Espírito Santo desce sobre Jesus para estar nele de forma permanente. O Espírito Santo também se fez presente em Jesus. O Evangelista sintetiza isso assim: “quando fala aquele que Deus enviou, é o próprio Deus quem fala, já que Deus lhe comunicou plenamente o seu Espírito”.
A presença do Espírito Santo se evidencia na verdadeira confissão da fé cristã.

g) Carta aos Hebreus – Plenitude da Aliança
A saudade do passado, da antiga aliança com suas solenidades e ritos por parte de alguns cristãos procedentes do mundo judaico, obriga nosso autor a apresentar Deus como continuação do pacto antigo, que o leva a sua perfeição. A múltipla e variada manifestação de Deus no passado é incomparável com a que se realizou em Cristo, que é o reflexo exato da imagem fiel e a cópia perfeita do Pai, seu Filho primogênito, ungido por Deus, Senhor e Criador, apóstolo e sumo sacerdote de nossa fé, que é fiel a quem o constituiu.

h) As Cartas de Pedro.
O pensamento trinitário se acha presente em todo capítulo primeiro e aborda bem-aventuranças dos injuriados por causa de Cristo, pois o Espírito da glória, que é o Espírito de Deus, repousa sobre eles.
Os anunciadores do Evangelho tinham consciência de que o tempo da graça que estavam vivendo havia sido investigado e pesquisado pelos profetas. Para o autor da primeira carta de Pedro este conhecimento sobre humano era devido ao Espírito do Messias. Portanto, Cristo, bem como o Espírito, se achava presente e operante nos profetas. É assim que, de certa maneira, se esvaem as linhas de separação entre a ordem antiga e a nova.

i) O Apocalipse
O livro do Apocalipse começa apresentando às sete igrejas, à igreja universal, a mensagem da graça e da paz. Destaquemos que se trata de uma apresentação trinitária. Vem da parte “daquele que é, daquele que era e daquele que vem”. É uma definição de Deus. Foi Deus que teve a iniciativa da salvação. E agiu com especial providência no momento inicial da mesma protegendo o Menino que ia nascer da presença ameaçadora do dragão que tentava devorá-lo e a Mulher, e ainda seus filhos, transportando-os para o deserto, o lugar da constituição do povo de Deus. Proteção especial que era necessária acentuar devido a precariedade em que está vivendo a comunidade cristã perseguida pela cidade de Roma. Graças a esta providência especial de Deus chega a “salvação”; o poder, o reino de nosso Deus e a autoridade de seu Cristo.
Para os fiéis a Deus o juízo é a sua vitória que se acha descrita mediante a menção da grande multidão, que ninguém podia contar de todas as nações, povos e línguas. Vestiam-se de branco – a cor da vitória, traziam palmas nas mãos e clamavam: Ao nosso Deus que está sentado no trono, e ao Cordeiro, deve-se a salvação. O mesmo se dirá por meio da imagem do convite para as bodas do Cordeiro (Ap 19,9). O Vidente acentua este aspecto ao distribuir ao longo do seu livro as sete bem-aventuranças dirigidas às testemunhas fiéis de Deus.
Fonte- Deus na Bíblia – Felix Garcia López -Felipe F.Ramos