domingo, 7 de abril de 2013



A dúvida de Tomé - A nossa dúvida é a nossa Fé!

A dúvida de Tomé no Evangelho da missa de hoje, lembra as nossas dúvidas em relação à Fé. Mas duvidar é pecado?
A verdadeira dúvida leva-nos ao essencial! O Essencial que faltava para Tomé era as chagas da Cruz e o lado aberto de Cristo que jorrou Sangue e água, brotando o sacramento do Batismo e da Eucaristia.
Tomé toca. Tomé sente a essência de Deus naquelas chagas abertas ressuscitadas!
Podemos imaginar nessa cena que somente Tomé tenha visto as chagas! Porque foi único que lá não estava no primeiro momento de ressurreição na vida dos demais apóstolos! E ele, Tomé visse ainda o homem das dores chagado, mas depois da sua comprovação palpável, exclama o mais rigoroso e potente grito de fé: Meu Senhor e meu Deus!
É esse grito que somos convidados hoje a dizer a Jesus nas mais belas expressões de oração e adoração, seja na missa ou em nossa oração pessoal!
Mas quando tiver dúvidas, esclarece lendo as sagradas escrituras e participando ainda mais da Santa Missa.
Porque os discípulos reconhecem o Senhor no partir do pão e quando Ele nos fala, porque o nosso coração arde e a nossa fé renova!
Pense Nisso e bom Domingo!
Cristo Ressuscitou! Aleluia!
Santuario Nossa Senhora aparecida – Búgio – Aracaju – Sergipe

São de Tomé está registrado na Última Ceia. Naquela ocasião Jesus, predizendo a 
sua partida iminente, anuncia que vai preparar um lugar para os discípulos para que também eles estejam onde Ele estiver; e esclarece: "E, para onde Eu vou, vós sabeis o caminho"(Jo 14, 4). É então que Tomé intervém e diz: "Senhor, não sabemos para onde vais, como podemos nós saber o caminho?" (Jo 14, 5). Na realidade, com esta expressão ele coloca-se a um nível de compreensão bastante baixo; mas estas suas palavras fornecem a Jesus a ocasião para pronunciar a célebre definição: "Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida" (Jo 14, 6). Portanto, Tomé é o primeiro a quem é feita esta revelação, mas ela é válida também para todos nós e para sempre. Todas as vezes que ouvimos ou lemos estas palavras, podemos colocar-nos com o pensamento ao lado de Tomé e imaginar que o Senhor fala também conosco como falou com ele.
Ao mesmo tempo, a sua pergunta confere também a nós o direito, por assim dizer, de pedir explicações a Jesus. Com frequência nós não o compreendemos. Temos a coragem para dizer: não te compreendo, Senhor, ouve-me, ajuda-me a compreender. Desta forma, com esta franqueza que é o verdadeiro modo de rezar, de falar com Jesus, exprimimos a insuficiência da nossa capacidade de compreender, ao mesmo tempo colocamo-nos na atitude confiante de quem espera luz e força de quem é capaz de as doar.
Tomé reage com a profissão de fé mais maravilhosa de todo o Novo Testamento: "Meu Senhor e meu Deus!" (Jo 20, 28). A este propósito, Santo Agostinho comenta: Tomé via e tocava o homem, mas confessava a sua fé em Deus, que não via nem tocava. Mas o que via e tocava levava-o a crer naquilo de que até àquele momento tinha duvidado" (In Iohann. 121, 5). O evangelista prossegue com uma última palavra de Jesus a Tomé: "Porque me viste, acreditaste. Felizes os que, sem terem visto, crerão" (cf. Jo 20, 29). Esta frase também se pode conjugar no presente; "Bem-aventurados os que creem sem terem visto".

(foto e texto da web)








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