domingo, 27 de outubro de 2013

 
 
 
A CONSCIÊNCIA
 É UM ESPAÇO SAGRADO
ONDE SÓ DEUS PODE ENTRAR
NA QUALIDADE DE JUIZ
 
É no silêncio da oração, quando nos fazemos um com o Senhor, que sua luz invade o nosso coração, a nossa consciência e nos mostra o caminho certo a seguir.
Jesus nos mostra um Pai misericordioso, um juiz cheio de amor, que compreende as nossas fraquezas, que entende a nossa humanidade e nos acolhe em seus braços e nos fortalece para que sigamos no caminho do bem vivenciando os ensinamentos do seu Filho muito amado, Jesus.
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

sexta-feira, 25 de outubro de 2013



Meditar é um dos  caminho para a comunhão com Deus.
Crie o hábito de silenciar a mente e entrar em contato com Deus.
Observará que um novo ser nascerá.
Qualquer momento é o momento correto para iniciar uma mudança positiva.
Falamos várias vezes ao dia em Deus,
Desejamos aos outros que fiquem com Ele,
Que Ele os abençoe, damos graças por diversas situações que nos apresenta,
mas, com consciência, quase nunca nos sentimos em Sua presença.
Deixe tudo de lado por alguns instantes durante o dia, quantas vezes puder,
e pense n'Ele com todo o fervor do seu coração.
Esteja de fato com Ele!
Aprenda com Jesus que, de tempos em tempos, se afastava de todos e de tudo para ficar a sós com o Pai!
Ser um com Ele, receber sua energia, sua paz, sua luz!
Preencher o coração de amor, de respeito, de paciência, de fraternidade, de compaixão e depois  partilhar todos esses sentimos positivos com o próximo.


Imagens da Web...Deri Costenaro

domingo, 14 de abril de 2013



JESUS O BOM PASTOR

"Eu e o Pai somos um"

"Eu chamo minhas ovelhas pelo nome e elas conhecem a minha voz! E elas me seguem!"

Jesus também chama a cada um de nós pelo nome e espera que o sigamos, vivenciando seus ensinamentos, dando testemunho e anunciando a Boa Nova.
O Pai sempre faz o bem e Jesus como seu Filho muito amado também, e espera que nós, seguindo seu exemplo, façamos o bem acolhendo todos que se aproximam com o mesmo carinho que Jesus tem por nós, suas ovelhas, seu rebanho, que se fortalece na Palavra de Deus e na Eucaristia.

segunda-feira, 8 de abril de 2013





EVANGELHO DE JOÃO 21,1-19
O peixe, signo criptográfico dos primeiros cristãos na clandestinidade das catacumbas, apontava para essa densa teologia. Peixe, na língua grega é ichtys. Cada letra escondia um qualificativo divino de Jesus:

Iesus,
Chrestós, Theós, Yiós, Soter – Jesus, Cristo,Deus, Filho, Salva.

Lançar a rede à direita do barco (Jo 21,6) simboliza uma intervenção bem pensada.O convite de Jesus „Lançai a rede à direita do barco!” significa, como todos seus convites:seja adulto; mude de atitude, não de parceiros ou lugares; faça aquilo que falta, mas o faça de outra maneira; trabalhe o mundo, consciente de sua imanência divina,revelada aos que têm olhos novos. Tua missão se encontra na vida cotidiana. Transformação significa anunciar e viver a dignidade do primeiro dia de criação.
Lançar a rede a direita do barco significa optar pela multidão de empobrecidos do mundo inteiro.
Pedro veste a roupa e se joga no mar. Geralmente fazemos o contrário: tiramos a roupa para nos jogarmos no mar. Mas aqui a “roupa” tem outro sentido. Em Jo 13, Jesus colocou o avental para se lançar a serviço e lavar os pés e amar até o fim. - Pedro veste a roupa (o avental) para ir ao encontro de Jesus; para ir em missão servindo e amando...
- A rede tinha 153 grandes peixes. Segundo São Jerônimo, este era o número de grandes peixes catalogados na época. Portanto, na rede de Jesus cabem todos.  E a rede não se rompeu. Igual à túnica de Jesus que não foi rompida (19,23-24), a rede de Jesus não se rompe. A Igreja precisa ser esta rede que não divide, mas onde todos cabem. Ele mesmo rezou por esta unidade necessária (Jo 17).
- Quando se queria afirmar com segurança uma realidade, se fazia por três vezes, pois 3 é o número da unidade. Um exemplo: Deus é Santo, Santo, Santo! (Is 6,3). - Mas também porque Simão Pedro negou três vezes, também por três vezes terá que confirmar.
Frase:  “TU ME AMAS? SEGUE-ME!

domingo, 7 de abril de 2013



A dúvida de Tomé - A nossa dúvida é a nossa Fé!

A dúvida de Tomé no Evangelho da missa de hoje, lembra as nossas dúvidas em relação à Fé. Mas duvidar é pecado?
A verdadeira dúvida leva-nos ao essencial! O Essencial que faltava para Tomé era as chagas da Cruz e o lado aberto de Cristo que jorrou Sangue e água, brotando o sacramento do Batismo e da Eucaristia.
Tomé toca. Tomé sente a essência de Deus naquelas chagas abertas ressuscitadas!
Podemos imaginar nessa cena que somente Tomé tenha visto as chagas! Porque foi único que lá não estava no primeiro momento de ressurreição na vida dos demais apóstolos! E ele, Tomé visse ainda o homem das dores chagado, mas depois da sua comprovação palpável, exclama o mais rigoroso e potente grito de fé: Meu Senhor e meu Deus!
É esse grito que somos convidados hoje a dizer a Jesus nas mais belas expressões de oração e adoração, seja na missa ou em nossa oração pessoal!
Mas quando tiver dúvidas, esclarece lendo as sagradas escrituras e participando ainda mais da Santa Missa.
Porque os discípulos reconhecem o Senhor no partir do pão e quando Ele nos fala, porque o nosso coração arde e a nossa fé renova!
Pense Nisso e bom Domingo!
Cristo Ressuscitou! Aleluia!
Santuario Nossa Senhora aparecida – Búgio – Aracaju – Sergipe

São de Tomé está registrado na Última Ceia. Naquela ocasião Jesus, predizendo a 
sua partida iminente, anuncia que vai preparar um lugar para os discípulos para que também eles estejam onde Ele estiver; e esclarece: "E, para onde Eu vou, vós sabeis o caminho"(Jo 14, 4). É então que Tomé intervém e diz: "Senhor, não sabemos para onde vais, como podemos nós saber o caminho?" (Jo 14, 5). Na realidade, com esta expressão ele coloca-se a um nível de compreensão bastante baixo; mas estas suas palavras fornecem a Jesus a ocasião para pronunciar a célebre definição: "Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida" (Jo 14, 6). Portanto, Tomé é o primeiro a quem é feita esta revelação, mas ela é válida também para todos nós e para sempre. Todas as vezes que ouvimos ou lemos estas palavras, podemos colocar-nos com o pensamento ao lado de Tomé e imaginar que o Senhor fala também conosco como falou com ele.
Ao mesmo tempo, a sua pergunta confere também a nós o direito, por assim dizer, de pedir explicações a Jesus. Com frequência nós não o compreendemos. Temos a coragem para dizer: não te compreendo, Senhor, ouve-me, ajuda-me a compreender. Desta forma, com esta franqueza que é o verdadeiro modo de rezar, de falar com Jesus, exprimimos a insuficiência da nossa capacidade de compreender, ao mesmo tempo colocamo-nos na atitude confiante de quem espera luz e força de quem é capaz de as doar.
Tomé reage com a profissão de fé mais maravilhosa de todo o Novo Testamento: "Meu Senhor e meu Deus!" (Jo 20, 28). A este propósito, Santo Agostinho comenta: Tomé via e tocava o homem, mas confessava a sua fé em Deus, que não via nem tocava. Mas o que via e tocava levava-o a crer naquilo de que até àquele momento tinha duvidado" (In Iohann. 121, 5). O evangelista prossegue com uma última palavra de Jesus a Tomé: "Porque me viste, acreditaste. Felizes os que, sem terem visto, crerão" (cf. Jo 20, 29). Esta frase também se pode conjugar no presente; "Bem-aventurados os que creem sem terem visto".

(foto e texto da web)








domingo, 24 de março de 2013



JESUS RESSUSCITOU....ALELUIA!!!!!
O que as mulheres que foram até o túmulo de Jesus viram?
O túmulo vazio! Os panos dobrados!
É a mulher a protagonista do anúncio da ressurreição de Jesus!
Dois dos discípulos foram até o túmulo para conferir a veracidade da notícia dada pela mulher. Um deles, Pedro, não entendeu o que estava ocorrendo, no entanto, o outro discípulo começou lentamente a perceber a vitória da vida sobre a morte.
Todos saem pensando e refletindo sobre os fatos. Mas a mulher volta. Ela não se conforma de não encontrar o corpo de Jesus. Torna a olhar o sepulcro vazio e percebe que alguém está ao seu lado. Pensando tratar-se do jardineiro pergunta aflita para onde levaram o corpo de Jesus. E nesse momento Jesus a chama pelo nome! “Maria”! E a incumbe da missão de anunciar aos discípulos que Ele estava vivo!
Percebemos que Maria mudou o foco. Era o momento de deixar para trás o túmulo vazio. Abria-se para todos outro caminho, uma esperança ainda que envolta em temores e incertezas. É também pelo nome que Jesus ressuscitado chama a cada um de nós!
Para deixarmos de olhar para trás, trilhar outros caminhos, sem as incertezas momentâneas dos discípulos, mas confiando na sua misericórdia e no seu amor por toda a humanidade e que cumpre através dos séculos a sua promessa:
“E EIS QUE ESTOU  CONVOSCO TODOS OS DIAS, ATÉ A CONSUMAÇÃO DO SÉCULOS”!
(Mt 28,20)
 


quinta-feira, 7 de março de 2013


Ano da Fé: Vaticano divulga Carta Apostólica de Bento XVI
Leonardo Meira
Da Redação

Arquivo

''A porta da fé está sempre aberta para nós'', escreve o Papa na Carta Apostólica
O Vaticano divulgou a Carta Apostólica com a qual o PapaBento XVI proclama o Ano da Fé. O documento, intitulado Porta Fidei - A porta da Fé, foi assinado pelo Pontífice em 11 de outubro, mas foi divulgado na manhã desta segunda-feira, 17.

"A PORTA DA FÉ, que introduz na vida de comunhão com Deus e permite a entrada na sua Igreja, está sempre aberta para nós. É possível cruzar este limiar, quando a Palavra de Deus é anunciada e o coração se deixa plasmar pela graça que transforma", indica o Santo Padre no início do texto.

"Nesta perspectiva, o Ano da Fé é convite para uma autêntica e renovada conversão ao Senhor, único Salvador do mundo", salienta.

Acesse
.: NA ÍNTEGRA: Carta Apostólica Porta Fidei, de Bento XVI

O Ano da Fé iniciará em 11 de outubro de 2012, no 50º aniversário de abertura do Concílio Vaticano II, e terminará em 24 de novembro de 2013, Solenidade de Cristo Rei do Universo. "Será um momento de graça e de empenho para uma sempre mais plena conversão a Deus, para reforçar a nossa fé n'Ele e para anunciá-Lo com alegria ao homem do nosso tempo", explicou o Papa durante a Missa de encerramento do Encontro Novos Evangelizadores para a Nova Evangelização, que presidiu neste domingo, 16, na Basílica Vaticana.

Bento XVI salienta que atravessar a porta da fé é embrenhar-se num caminho que dura a vida inteira. "Este caminho tem início com o Batismo, pelo qual podemos dirigir-nos a Deus com o nome de Pai, e está concluído com a passagem através da morte para a vida eterna", indica.

De fato, desde o início de seu ministério como Sucessor de Pedro, o atual Pontífice sublinha a necessidade de redescobrir o caminho da fé para fazer brilhar, com evidência sempre maior, a alegria e o renovado entusiasmo do encontro com Cristo. "Devemos readquirir o gosto de nos alimentarmos da Palavra de Deus, transmitida fielmente pela Igreja, e do Pão da vida, oferecidos como sustento de quantos são seus discípulos", adverte na Porta Fidei.


Ano da Fé

Não é a primeira vez que a Igreja é chamada a celebrar um Ano da Fé. Já o Servo de Deus Papa Paulo VI, em 1967, proclamou um ano semelhante, para celebrar o 19º centenário do martírio dos apóstolos Pedro e Paulo.

"Pareceu-me que fazer coincidir o início do Ano da Fé com o cinquentenário da abertura do Concílio Vaticano II poderia ser uma ocasião propícia para compreender que os textos deixados em herança pelos Padres Conciliares, segundo as palavras do Beato João Paulo II, 'não perdem o seu valor nem a sua beleza'. [...] Quero aqui repetir com veemência as palavras que disse a propósito do Concílio poucos meses depois da minha eleição para Sucessor de Pedro: 'Se o lermos e recebermos guiados por uma justa hermenêutica, o Concílio pode ser e tornar-se cada vez mais uma grande força para a renovação sempre necessária da Igreja'", escreve Bento XVI na Carta Apostólica divulgada nesta segunda-feira.

Em 11 de Outubro de 2012, além dos 50 anos da convocação do Vaticano II, também se completarão 20 anos da publicação do Catecismo da Igreja Católica, texto promulgado pelo Beato Papa João Paulo II. Conforme Bento XVI, este Ano deverá exprimir um esforço generalizado em prol da redescoberta e do estudo dos conteúdos fundamentais da fé, que têm no Catecismo a sua síntese sistemática e orgânica.

"Assim, no Ano em questão, o Catecismo da Igreja Católica poderá ser um verdadeiro instrumento de apoio da fé, sobretudo para quantos têm a peito a formação dos cristãos, tão determinante no nosso contexto cultural. [...] Com tal finalidade, convidei a Congregação para a Doutrina da Fé a redigir, de comum acordo com os competentes Organismos da Santa Sé, uma Nota, através da qual se ofereçam à Igreja e aos crentes algumas indicações para viver, nos moldes mais eficazes e apropriados, este Ano da Fé ao serviço do crer e do evangelizar", revela.

Da mesma forma, será decisivo
 repassar a história da fé, que faz ver o mistério insondável da santidade entrelaçada com o pecado. O Ano da Fé também será uma ocasião propícia para intensificar o testemunho da caridade. "A fé sem a caridade não dá fruto, e a caridade sem a fé seria um sentimento constantemente à mercê da dúvida. Fé e caridade reclamam-se mutuamente, de tal modo que uma consente à outra de realizar o seu caminho. [...] Possa este Ano da Fé tornar cada vez mais firme a relação com Cristo Senhor, dado que só n’Ele temos a certeza para olhar o futuro e a garantia dum amor autêntico e duradouro. [...] À Mãe de Deus, proclamada «feliz porque acreditou» (cf. Lc 1, 45), confiamos este tempo de graça", escreve.
Arquivo

Bento XVI: "O cristão não pode jamais pensar que o crer seja um fato privado. A fé é decidir estar com o Senhor, para viver com Ele"
O Bispo de Roma convida também seus Irmãos Bispos de todo o mundo a comemorar o dom precioso da fé. "Queremos celebrar este Ano de forma digna e fecunda. Deverá intensificar-se a reflexão sobre a fé, para ajudar todos os crentes em Cristo a tornarem mais consciente e revigorarem a sua adesão ao Evangelho, sobretudo num momento de profunda mudança como este que a humanidade está a viver. Teremos oportunidade de confessar a fé no Senhor Ressuscitado nas nossas catedrais e nas igrejas do mundo inteiro, nas nossas casas e no meio das nossas famílias, para que cada um sinta fortemente a exigência de conhecer melhor e de transmitir às gerações futuras a fé de sempre. Neste Ano, tanto as comunidades religiosas como as comunidades paroquiais e todas as realidades eclesiais, antigas e novas, encontrarão forma de fazer publicamente profissão do Credo. Desejamos que este Ano suscite, em cada crente, o anseio de confessara fé plenamente e com renovada convicção, com confiança e esperança. Será uma ocasião propícia também para intensificar a celebração da fé na liturgia, particularmente na Eucaristia. [...] Esperamos que o testemunho de vida dos crentes cresça na sua credibilidade. Descobrir novamente os conteúdos da fé professada, celebrada, vivida e rezada e refletir sobre o próprio ato com que se crê, é um compromisso que cada crente deve assumir, sobretudo neste Ano".


Desafios

O Papa analisa que nos dias atuais, mais do que no passado, a fé vê-se sujeita a uma série de interrogativos, que provêm de uma mentalidade que  reduz o âmbito das certezas racionais ao das conquistas científicas e tecnológicas. "Mas a Igreja nunca teve medo de mostrar que não é possível haver qualquer conflito entre fé e ciência autêntica, porque ambas tendem, embora por caminhos diferentes, para a verdade", ensina.

Da mesma forma, o professar com a boca indica que a fé implica um testemunho e um compromisso públicos. "O cristão não pode jamais pensar que o crer seja um fato privado. A fé é decidir estar com o Senhor, para viver com Ele. E este 'estar com Ele' introduz na compreensão das razões pelas quais se acredita. A fé, precisamente porque é um ato da liberdade, exige também assumir a responsabilidade social daquilo que se acredita".

A renovação da Igreja realiza-se também através do testemunho prestado pela vida dos crentes: "de fato, os cristãos são chamados a fazer brilhar, com a sua própria vida no mundo, a Palavra de verdade que o Senhor Jesus nos deixou", adverte.

Por fim, Bento XVI lembra que Jesus Cristo, em todo o tempo, convoca a Igreja, confiando-lhe o anúncio do Evangelho, com um mandato que é sempre novo.

"Por isso, também hoje é necessário um empenho eclesial mais convicto a favor de uma nova evangelização, para descobrir de novo a alegria de crer e reencontrar o entusiasmo de comunicar a fé. Na descoberta diária do seu amor, ganha força e vigor o compromisso missionário dos crentes, que jamais pode faltar. Com efeito, a fé cresce quando é vivida como experiência de um amor recebido e é comunicada como experiência de graça e de alegria. A fé torna-nos fecundos, porque alarga o coração com a esperança e permite oferecer um testemunho que é capaz de gerar.[...] Só acreditando é que a fé cresce e se revigora; não há outra possibilidade de adquirir certeza sobre a própria vida, senão abandonar-se progressivamente nas mãos de um amor que se experimenta cada vez maior porque tem a sua origem em Deus".

terça-feira, 19 de junho de 2012

O SACRAMENTO DA EUCARISTIA


 PEQUENA REFLEXÃO SOBRE SACRAMENTO DA EUCARISTIA
1-Eu quis comer esta ceia agora/ pois vou partir já chegou minha hora...Comei e tomai é meu corpo e meu sangue que dou, vivei no amor, eu vou preparar a ceia na casa do Pai.
- A Eucaristia é Jesus se doando plenamente para a salvação da humanidade e deixando-nos o alimento espiritual que fortalece a nossa fé e esperança na vida eterna, onde Ele nos prepara a nova mesa na casa do Pai.  
2- Só poderemos levar ao irmão/ o calor de um mundo melhor, partilhando com ele o pão do amor/ vem meu Jesus abrasar-me no amor, que és tu feito pão neste altar/ só assim saberemos amar.
- A Eucaristia é Jesus nos envolvendo no amor maior que nos conscientiza da necessidade da partilha. Partilha da fraternidade, do abraço, da compreensão, da escuta do acolhimento, do alimento.
3- É Jesus esse pão da igualdade, viemos prá comungar/ com a luta sofrida do povo que quer; ter voz, ter vez, lugar/ Comungar é tornar-se um perigo, viemos prá incomodar/ com a fé e a união nossos passos um dia, vão chegar.
- A Eucaristia nos fortalece para seguir em frente cumprindo os ensinamentos de Jesus, lutando contra a desigualdade, dando voz aos excluídos e marginalizados da sociedade.
4- Quando é difícil ser bom e ter fé/ na força e poder que Deus é...Ensina-nos Maria a fazer o que Ele disser/ Tudo é possível, nas tuas mãos, ó Senhor, a Eucaristia/ é seu milagre de amor.
- Maria, mãe de Jesus e nossa mãe, discípula e mestra, nos toma pela mão e nos ensina a escutar o seu Filho Jesus e fazer “tudo o que Ele nos disser”.
5- O Pão da vida a Comunhão, nos une a Cristo e aos irmãos/ e nos ensina a abrir as mãos/ para partir, repartir o Pão....  
- É na união plena com Cristo na Eucaristia que nos abrimos para o irmão, amando, perdoando, servindo ao próximo e a comunidade, plantando a semente do Evangelho com alegria e ternura, mostrando, como Jesus ensinou, o caminho que nos leva ao Pai.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

EU SEI...

EU SEI... Eu sei que quando eu pisar naquele chão novamente, depois de vinte e um anos,meu coração vai acelerar, as lágrimas vão teimar em brotar dos meus olhos, um filme vai passar na minha mente, a emoção vai tomar conta de todo o meu ser. Quando eu olhar o mar, quando eu respirar aquele ar, quando eu olhar para o alto e ver o Cristo Redentor de braços abertos, eu sei que, com certeza, eu vou chorar. Vou lembrar momentos felizes, momentos de tristezas, mas vou lembrar. Vou querer ver o lugar da minha infância e adolescência de onde guardo tantas lembranças num dos compartimentos do coração, aquele que a gente não abre prá ninguém e só Deus conhece o segredo para nele penetrar. Eu sei. Vou lembrar muito do meu pai, de quanto ele amava este lugar, de como ele foi importante na minha vida. Ele me ensinou a amar o belo, os esportes, me ensinou a dançar ao som de Green Miller, me deu conselhos que eu guardo até hoje. Eu sei que vou lembrar também o quanto ele sofreu, mas sei também que ele, está feliz, pois de certa forma eu estou alí, nesta terra que ele amava tanto, presente na pessoa da minha filha e isso me proporciona a possibilidade de estar novamente neste lugar. Só tem uma coisa que eu não sei: como vai estar o meu eu, o meu coração quando eu voltar....

sexta-feira, 23 de março de 2012

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012



ORAÇÃO DA INTIMIDADE

Tu que estás acima de nós, Tu que és um dentre nós, Tu que és também em nós.
Que todos te possam ver também em mim.
Que eu possa preparar o caminho para ti, que eu possa agradecer por tudo o que me tem acontecido.
Que eu não esqueça jamais as necessidades dos outros.
Conserva-me em teu amor, assim como tu queres que os outros se conservem no meu.
Que tudo em meu ser se transforme em teu louvor.
Que jamais eu chegue a desesperar; pois estou em tuas mãos e toda força e bondade estão em ti.
Dá-me um espírito puro para que eu te possa ver!
Dá-me um espírito humilde para que eu te possa ouvir!
Dá-me um espírito amoroso para que eu possa te servir!
Dá-me um espírito fiel para que eu possa permanecer em Ti!

(Dag Hammarskjold) Valderes.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012



Somos todos imagens de um Deus que é comunhão, um Deus-comunicação.Por isso, dentro de ti existe uma mina de amor. Para descobrí-la basta encontrar a ti mesmo, em profundidade, lá onde está a fonte do teu ser e do teu agir.
No mais profundo de teu ser sentes a força do amor, da beleza, da bondade. Até mesmo a natureza encontra ressonâncias de beleza e harmonia dentro de ti...
Mas este gozo não é completo: também o gemido cósmico de todas as criaturas encontra eco no teu coração!
"Todas as criaturas...e nós também, sofremos em nós mesmos, porque esperamos que Deus, libertando-nos totalmente, manifeste que somos seus filhos" (Rm 8,23

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012



O AMOR FAZ VOCÊ APRENDER A VIVER

O AMOR FAZ VOCÊ DESCOBRIR AS RIQUEZAS DO SEU SER.

O AMOR FAZ VOCÊ COMEÇAR A OUSAR.

O AMOR FAZ VOCÊ AMAR A VIDA.

VIBRE DE AMOR PORQUE

DEUS TE AMA LOUCAMENTE!

quarta-feira, 30 de novembro de 2011



EU ESPERA QUE VOCÊ VIESSE.....
E VOCÊ VEIO.....
VEIO EM BUSCA DE ALGUMA COISA.....
BUSCAR É PEREGRINAR, É SAIR DE SUA CASA
DO SEU COTIDIANO,
DO SEU EU.
SOMOS ALGUÉM QUE SAI EM BUSCA,
POIS A VIDA É UMA BUSCA CONTÍNUA,
É BUSCA DE FÉ,
É BUSCA DE AMOR,
É BUSCA DO REINO,
É BUSCA DA PAZ,
É BUSCA DE ALEGRIA,
É BUSCA DE FELICIDADE.
SOMOS FELIZES!
OBRIGADA POR TER VINDO!

NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

SETEMBRO - MÊS DA BÍBLIA



TEMA: TRAVESSIA – PASSO A PASSO O CAMINHO SE FAZ

LEMA: APROXIMAI-VOS DO SENHOR! (Ex 16,9)

Neste ano de 2011, somos convidados a refletir sobre o Livro do Êxodo do capítulo quinze (15) ao dezoito (18). Como sabemos o Livro do Êxodo, juntamente com os Livros de Gênesis, Levítico, Números e Deuteronômio, faz parte do que chamamos Pentateuco ou Torá, os cinco livros muito importantes para a religião judaica.
Nestes três capítulos do Êxodo, vamos encontrar o povo de Deus recém saído da escravidão do Egito, salvos por Moisés e atravessando o deserto. Hoje, o povo de Deus somos nós e em muitos momentos refletindo sobre o texto, vamos descobrir que vivemos, algumas vezes ou até inúmeras vezes, situações muito parecidas com as que o povo de Deus viveu no deserto.
O deserto é um tempo de mudança, de transformação. É na travessia do deserto que o povo de Deus ao mesmo tempo em que se desespera diante das dificuldades da travessia, se aproxima de Deus, reconhece a sua presença entre eles e se organiza como um povo.
Podemos destacar quatro momentos que servem de exemplo para os dias de hoje.
O primeiro momento acontece em Ex 15,22-27. A sobrevivência no deserto implica em achar água. A hidratação é fundamental. E a primeira dificuldade que o povo de Deus encontra é justamente esta: a água que encontram é “amarga”, isto é, não serve para beber. O povo reclama com Moisés, “murmuram”. Podemos imaginar que as pessoas começavam a duvidar da presença de Deus na sua caminhada. Moisés intercedeu pelo povo e Deus com simples gesto tornou a água boa para o consumo, mostrando que estava atento as suas necessidades, eles só precisavam crer, ter fé.
Água amarga, água impura, água poluída. Isto nos lembra a Campanha da Fraternidade deste ano. A luta pela preservação de nossas reservas deste líquido tão precioso para a sobrevivência de toda a natureza e da humanidade, luta esta que deve continuar.
Por outro lado, agimos algumas vezes como o povo de Deus. Diante de uma dificuldade, logo “murmuramos”, achando que Deus nos abandonou. Vacilamos na nossa fé, ficamos “amargurados”, duvidamos do seu amor e da sua misericórdia que sempre nos mostra uma saída, um caminho a seguir.
O segundo momento é quando povo de Deus teve fome: Ex 16,1-35. Desta vez, as reclamações foram muitas. Ficaram até com saudades da escravidão, pois lá não faltava o pão e a carne para saciar-lhes a fome. Novamente questionaram Moisés e este, mais uma vez intercedeu pelo povo e Deus atendeu as suas preces. Mas, para saciar a fome, o povo teria que cumprir algumas regras. Deus foi categórico: a tarde enviaria a carne (as codornizes) e pela manhã o pão (o maná). O povo só poderia colher o maná suficiente para um dia. Apenas no sexto dia colheria para o consumo de dois dias, pois o sétimo dia era de descanso. Mas alguns colheram mais do precisavam para um dia, provavelmente, por medo de não terem o que comer no dia seguinte, por duvidarem da palavra do Senhor, tentaram acumular, guardar. Mas, o maná que não foi consumido, que foi estocado, estragou. Aí veio o arrependimento. Lembram desses versos?

O povo de Deus, também vacilava
Às vezes custava, a crer no amor.
O povo de Deus, chorando rezava,
Pedia perdão e recomeçava.

Nós somos o povo de Deus hoje e na nossa caminhada somos tentados diariamente a estocar, guardar, comprar, acumular. Deixamo-nos levar, muitas vezes pela mídia, pelas promoções, pelas liquidações, compramos o que não precisamos no momento, e às vezes jogamos fora alimentos que não consumimos e que ficaram com o prazo de validade vencido. Isso sem falar na ambição dos poderosos que pensam unicamente em acumular riquezas, enquanto outros ficam cada vez mais pobres e excluídos da sociedade. Por outro lado, é bom lembrar que toda mudança, como o povo de Deus que saiu da escravidão em busca da liberdade, exige sacrifício, tem um preço e, algumas vezes não queremos pagar. Por isso, completando os versos acima nós podemos também cantar:

Também sou teu povo, Senhor
E estou nesta estrada.
Perdoa se às vezes,
Não creio em mais nada.

A nossa vida também é uma caminhada pelo deserto. Nunca sabemos com certeza se vamos encontrar um oásis com doze fontes de água cristalina e setenta palmeiras (Ex 15,27) ou um inimigo com o qual devemos lutar. Os problemas, as dificuldades, os conflitos surgem e temos que resolver. Algumas vezes não conseguimos resolver sozinhos, precisamos ter fé e a colaboração de outras pessoas. É o que aconteceu com o povo de Deus.
O terceiro momento da nossa reflexão acontece em Ex 17,8-16. Os amalecitas, um povo que habitava mais ao norte, veio lutar contra Moisés e seu povo. Moisés não se intimidou. Chamando Josué, mandou que escolhesse os homens e lutasse contra os amalecitas. Ele, Moisés, ficaria na colina junto com Aarão e Hur, com os braços erguidos e o cajado,
como em oração, pedindo a proteção do Senhor. No entanto, os braços de Moisés ficaram cansados e cada vez que ele deixava os braços caírem, os amalecitas ganhavam terreno e venciam Josué. Então, Araão e Hur, puseram Moisés sentado numa pedra e um de cada lado segurava seus braços erguidos para o céu. E assim, com a colaboração de Aarão e Hur que sustentaram os braços de Moisés, Josué conseguiu vencer os amalecitas, pondo-os em fuga.
Algumas vezes, nós precisamos que outras pessoas nos ajudem a enfrentar as dificuldades da nossa caminhada. Outras vezes, como Aarão e Hur, nós temos que ajudar o nosso próximo com a nossa fé, com a nossa amizade, com o que está ao nosso alcance, para que o outro possa também vencer os obstáculos do caminho.
Encontramos o quarto momento em Ex 18,13-27. Moisés, sendo o líder do povo, tinha constantemente que resolver os problemas, os conflitos que surgiam, fossem eles grandes ou pequenos. Podemos imaginar o quanto isto o desgastava. A solução veio de Jetro, sogro de Moisés, que fora encontrá-lo em companhia da mulher de Moisés e de seus dois filhos. Vendo todo aquele povo em pé, esperando para falar com Moisés sobre diversas questões, Jetro percebeu que em pouco tempo, tanto Moisés como povo, estariam desanimados e sem muita esperança. Aconselha, então, que Moisés escolha no meio do povo, “homens capazes, tementes a Deus, incorruptíveis, e os estabeleça como chefes de mil, chefes de cem, chefes de cinqüenta, chefes de dez, que julgarão o povo e só trarão a Moisés as causas mais importantes”. (Ex 18,21)
Desta maneira o povo de Deus foi criando um rosto, se organizando como nação, com um governo de responsabilidades distribuídas e sempre que necessário Moisés estaria pronto para interceder pelo povo junto a Deus. Nos capítulos 19 e 20 Deus, na sua infinita misericórdia, através de Moisés, fará uma Aliança com o seu povo, transmitindo o Decálogo, os Dez Mandamentos, para que o povo pudesse se orientar, unidos na mesma fé ao Deus único e verdadeiro – o Deus de Israel – o Deus de Jesus.
Delegar poderes, funções, partilhar responsabilidades, trabalhar visando um objetivo comum, para que a paz, o entendimento, a fraternidade, possa fazer a caminhada ser mais suave, mais amena, é o que nos ensina este trecho da nossa reflexão. Muitas vezes, sofremos a “síndrome de gerente geral do universo” achando que somente nós somos capazes de resolver todos os problemas, esquecendo que existem pessoas tão ou mais capazes que nós e que muito podem contribuir para o bom êxito de qualquer empreendimento. Mesmo dentro da nossa própria família, saber escutar o outro, é uma arte que devemos cultivar e aplicar esta arte em todos os nossos relacionamentos, revela sabedoria.
Muito mais nos ensinam esses capítulos do Êxodo. Deixo a todos uma sugestão: leiam com atenção e procurem nas entrelinhas outros exemplos em que caminhada do povo de Deus pelo deserto, pode nos ajudar na travessia da nossa vida e nos aproximar cada vez mais de Deus.

Valderês Costenaro

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

DIA DO CATEQUISTA




CATEQUISTAS
Deixe seu coração arder pelo caminho ao escutar a voz do Mestre. Que ensina e envia: “Vai anunciar que eu estou vivo” e o sepulcro está vazio porque a vida sempre vence.
Reconheça a força do ressuscitado no partir e repartir o pão. Seu sim se torna fortaleza ao aceitar o envio: “Vai...ensina... o que Eu ensinei a vocês”.
Acredite que sua convicção se torna uma potência que o testemunho dos seus atos reveste de vida as palavras de sua boca, que o projeto do Reino transforma a escuridão em claridade, a luta em vitória.
Reconheça que as mãos estendidas se tornam partilha, os braços abertos são acolhida, a esperança teimosa torna possível, as relações se tornam diálogo para que “todos sejam um”.
Tenha certeza de que seus passos deixam marcas inapagáveis, sua voz faz ecoar a PALAVRA viva que não conhece fronteiras, sua vida se torna profecia que anuncia a verdade e denuncia a falsidade, seu agir se torna aliança e faz comunidade que constrói o Reino da fraternidade.



segunda-feira, 22 de agosto de 2011



DEUS NA BÍBLIA
(um passeio bíblico)

ANTIGO TESTAMENTO
Os autores sagrados geralmente definem Deus mediante analogias humanas e naturais.Expõem sua concepção nos títulos e nas imagens, nas narrações das ações divinas e nas expressões dos sentimentos humanos.
Nas tradições bíblicas, Iahweh aparece como o Deus que se revelou a Israel e de quem este teve experiência no Êxodo, no Sinai e em tantas outras circunstâncias de sua história.Falar de Yahweh implica, portanto, uma referência obrigatória a Israel.

a) Prelúdios do Javismo
Segundo Gn 4,26, o culto a Iahweh, remonta às origens da humanidade. No entanto, conforme Ex 3,13-15, o nome Yahweh foi revelado pela primeira vez a Moisés. Nas narrações patriarcais aparece a designação “o Deus de Abraão” e que esta se vá ampliando depois em círculos sucessivos: “o Deus de Abraão, teu pai!”, referindo a Isaac (Gn 26,24), “o Deus de Abraão, teu ´pai, e Deus de Isaac”, com relação a Jacó (Gn 28,13), e o “Deus de teu pai Abraão e Deus de Jacó” (Ex 3,6), com relação a Moisés.
A relação do homem com deus é análoga a de pai-filho, destacando-se os elementos da formação, do sustento e da proteção. O Deus de Gn 12ss é deus que acompanha, guia e protege a família. Na realidade, a história da humanidade está marcada, desde suas origens, pela bênção divina (Gn 1,28).

b)Javismo
As tradições do Primeiro Testamento relacionam o nome de Iahweh com o Sinai e com Moisés na região de Mandiã. De acordo com isto, o berço do javismo teria que ser procurado na época pré-mosaica. Se quisermos saber quem é e como é o Deus do Êxodo, nada melhor que interrogar os textos bíblicos para ver que idéia Israel formou para si sobre Iahweh a partir dos acontecimentos relacionados com a saída do Egito, pois a aliança do Sinai significou um passo decisivo para a constituição da nova comunidade ou povo de Deus. Na montanha santa, Iahweh se manifesta a Israel, revela-lhe sua lei e faz com ele uma aliança.

c) O Deus do Deuteronômio, da História Deuteronômica e da História Cronista
No livro do Deuteronômio é mister distinguir pelo menos duas edições: uma pré-exílica que se encontra fundamentalmente nos capítulos 6-28 e outra exílica.
Na perspectiva deuteronômica , observar os mandamentos significava temer a Iahweh, amá-lo e serví-lo. Mas, a História Deuteronômica, compreende os acontecimentos que vão desde a conquista da terra até a perda da mesma e o conseqüente exílio na Babilônia. Nela, Iahweh destaca-se como Senhor da História. Portanto, a história do povo de Deus, estabelecido em Canaã, transformou-se na história de Iahweh. Da História Deuteronômica se infere que seus autores eram fervorosos javistas, dedicados ao estudo da Lei e dos profetas, a fim de extrair deles as lições oportunas para iluminar e esclarecer os acontecimentos históricos.
A História Cronista apresenta a história dentro da perspectiva religiosa edificante. Para o Cronista o verdadeiro rei é Deus e o governo ideal é o teocrático. Davi foi colocado no trono como lugar-tenente de Deus. Da história passada do povo, o Cronista quer extrair uma lição para a nova comunidade.

d) O Deus dos Profetas
O Deus dos profetas é polifacetado. Cada profeta destaca determinados traços particulares da face de Deus. É o Deus por quem eles se deixaram seduzir, o Deus que transformou sua vida e que transmitiram em sua mensagem. Não é fácil expor a noção que os profetas tinham de Deus, posto que eles não falam do próprio ser de Deus, quanto da ação de Deus na história. Assim, vieram a luz uma série de atributos divinos (zeloso, misericordiosos, santo, eterno, etc)de títulos e funções de Deus (criador, esposo, juiz, pai/mãe, salvador, redentor, rei, etc) como também de imagens verbais (leão, caçador, médico, pastor,pantera,onça,etc). Estes e muitos outros sãos os traços que delineiam o perfil do Deus dos profetas.

e)O Deus dos Sábios
Os livros sapienciais apresentam traços peculiares em relação aos outros livros do Primeiro Testamento em sua concepção de Deus. Cada um dos livros sapienciais apresenta sua própria concepção de Deus. Em resumo, Deus ocupa lugar relevante nos livros sapienciais, que ora se aproximam da concepção tradicional do Primeiro Testamento, ora abrem novos horizontes próximos do Novo Testamento. Os mestres da sabedoria tiveram bastante cuidado de se colocarem sob a influência de Deus, que instrui o homem pela sabedoria. Assim é a Sabedoria vivente de Deus, presente na criação e na história, encarnada em Jesus de Nazaré.

f) O Deus dos Salmos
Os salmistas tem plena consciência de sua pertença ao povo de Deus; e mais ainda, sentem-se filhos de Deus. Por isso é que recorrem a Ele cheios de confiança, quer seja para louvá-lo, quer seja para pedir-lhe algo.

NOVO TESTAMENTO

a)Evangelhos Sinóticos
Os Sinóticos falam-nos de Deus tomando em consideração as duas categorias segundo as quais ele era compreendido por seus contemporâneos e que foram adaptadas a Jesus: o reino de Deus e sua paternidade.
A literatura judaica contemporânea de Jesus fala do “reino de Deus”, o “reino será para o Deus de Israel”, “Deus resplandece na glória de seu reino”. Reino que se estabelecerá sobre todos os homens e que redundará em bênção para Israel. Deus se oferece ao homem como rei ou, dito de outro modo, o reino dos céus é dom de Deus que deve ser aceito pelo homem. O reino é a intervenção definitiva e última de Deus na história humana, ao mesmo tempo constitui nova ordem moral em que se cumpre perfeitamente a vontade de Deus. No entanto, definir o reino de Deus é tão difícil quanto definir o doador dele.

b) Deus Pai
Na pregação de Jesus a paternidade divina se converte em idéia central. Ele é chamado de Abba, que expressa a confiança do filho para com seu pai. Nunca é utilizada assim no judaísmo, nem na oração pessoal nem na liturgia. Seria falta de respeito. Sempre é usada por Jesus. Deus é Pai e o é de forma pessoal e comunitária.

c) Deus soberano
Característica exclusiva dele é a sua bondade única que o torna digno de fé e de temor diante de cujos olhos tudo está patente. É o Deus que se faz Emanuel mediante a ação do Espírito Santo. A presença operante do Espírito Santo se deduz da atividade de Jesus que instaura o reino expulsando os espíritos imundos. Concluindo: A apresentação concreta que os evangelistas nos oferecem de Deus se acha vinculada a interpretação que cada um deles dá de sua intervenção no mundo.

d) Atos dos Apóstolos
Cumprindo o previsto no Primeiro Testamento, Deus derramou seu Espírito sobre os homens bem dispostos para que pudessem descobrir em Jesus o Senhor e Salvador. Os apóstolos são testemunhas da ação de Deus que ressuscitou Jesus e isto também é testemunho do Espírito que age neles.A presença operante do Espírito Santo é tão evidente no livro dos Atos, que ele tem sido considerado como o verdadeiro protagonista do mesmo. Os discípulos recebem as últimas instruções de Jesus por meio do Espírito, viverão batizados ou imersos nele e agirão graças ao seu poder.

e) Corpus Paulino – O Deus Cristianizado
O Deus de Paulo é o do Primeiro Testamento. A partir do momento em que Deus revelou seu Filho e o capacitou para ser ministro de uma nova aliança, a do Espírito, Paulo “cristianizou” Deus.
Surge o novo povo de Deus, o corpo de Cristo, cuja cabeça é ele próprio; a glória de Deus, seu próprio ser, reflete-se na face de Cristo. O Evangelho de Paulo é, na realidade, a formulação da própria redescoberta de Deus em Cristo.

f)João – Evangelho e Cartas
A história que o quarto Evangelho nos conta é a história da atividade salvífica de Deus. Deus se fez presente em Jesus,o Filho do Homem. O Espírito Santo desce sobre Jesus para estar nele de forma permanente. O Espírito Santo também se fez presente em Jesus. O Evangelista sintetiza isso assim: “quando fala aquele que Deus enviou, é o próprio Deus quem fala, já que Deus lhe comunicou plenamente o seu Espírito”.
A presença do Espírito Santo se evidencia na verdadeira confissão da fé cristã.

g) Carta aos Hebreus – Plenitude da Aliança
A saudade do passado, da antiga aliança com suas solenidades e ritos por parte de alguns cristãos procedentes do mundo judaico, obriga nosso autor a apresentar Deus como continuação do pacto antigo, que o leva a sua perfeição. A múltipla e variada manifestação de Deus no passado é incomparável com a que se realizou em Cristo, que é o reflexo exato da imagem fiel e a cópia perfeita do Pai, seu Filho primogênito, ungido por Deus, Senhor e Criador, apóstolo e sumo sacerdote de nossa fé, que é fiel a quem o constituiu.

h) As Cartas de Pedro.
O pensamento trinitário se acha presente em todo capítulo primeiro e aborda bem-aventuranças dos injuriados por causa de Cristo, pois o Espírito da glória, que é o Espírito de Deus, repousa sobre eles.
Os anunciadores do Evangelho tinham consciência de que o tempo da graça que estavam vivendo havia sido investigado e pesquisado pelos profetas. Para o autor da primeira carta de Pedro este conhecimento sobre humano era devido ao Espírito do Messias. Portanto, Cristo, bem como o Espírito, se achava presente e operante nos profetas. É assim que, de certa maneira, se esvaem as linhas de separação entre a ordem antiga e a nova.

i) O Apocalipse
O livro do Apocalipse começa apresentando às sete igrejas, à igreja universal, a mensagem da graça e da paz. Destaquemos que se trata de uma apresentação trinitária. Vem da parte “daquele que é, daquele que era e daquele que vem”. É uma definição de Deus. Foi Deus que teve a iniciativa da salvação. E agiu com especial providência no momento inicial da mesma protegendo o Menino que ia nascer da presença ameaçadora do dragão que tentava devorá-lo e a Mulher, e ainda seus filhos, transportando-os para o deserto, o lugar da constituição do povo de Deus. Proteção especial que era necessária acentuar devido a precariedade em que está vivendo a comunidade cristã perseguida pela cidade de Roma. Graças a esta providência especial de Deus chega a “salvação”; o poder, o reino de nosso Deus e a autoridade de seu Cristo.
Para os fiéis a Deus o juízo é a sua vitória que se acha descrita mediante a menção da grande multidão, que ninguém podia contar de todas as nações, povos e línguas. Vestiam-se de branco – a cor da vitória, traziam palmas nas mãos e clamavam: Ao nosso Deus que está sentado no trono, e ao Cordeiro, deve-se a salvação. O mesmo se dirá por meio da imagem do convite para as bodas do Cordeiro (Ap 19,9). O Vidente acentua este aspecto ao distribuir ao longo do seu livro as sete bem-aventuranças dirigidas às testemunhas fiéis de Deus.
Fonte- Deus na Bíblia – Felix Garcia López -Felipe F.Ramos

quarta-feira, 17 de agosto de 2011



CRISTOLOGIA

INRI – JESUS DE NAZARÉ – REI DOS JUDEUS
Costume romano usado para indicar o crime e o autor

Conseqüências da Morte de Jesus

1- A cruz é a conseqüência da vida e da prática histórica de Jesus. Porque viveu dessa maneira é que foi levado a cruz. Não foi crucificado porque fazia milagres, por andar com os pobres etc e sim porque contestava o sistema e pregava uma sociedade justa e solidária.
2- Não se pode separar a cruz da pessoa de Deus na Teologia Cristã. Deus não pode ser pensado em Teologia Cristã sem a cruz.A cruz diz algo do ser de Deus, da pessoa de Deus. A cruz nos diz como é o Deus que nos salva.
3- A cruz coloca pra nós a questão presença/ausência de Deus. Para os judeus quem morre na cruz está abandonado. Na cruz de Jesus Deus não o abandona na cruz. Deus estava na cruz com Jesus. Se Jesus nos revela quem é Deus, também o faz na crucificação. O Deus de Jesus é plenamente o Deus da salvação que se manifesta na cruz. Tudo o que se fala de Deus, tem que ser confrontado com o comportamento de Jesus. A cruz não é a última palavra sobre Jesus. Sua história não acaba na cruz. Jesus é referencia do ser humano e de Deus.

Como se pode explicar a cruz sem ser do ponto de vista histórico e sim do teológico?

Como Deus deixa seu Filho morrer na cruz?

Como a Cruz é salvação para nós?

Deus quis a morte de Jesus? NÃO!

A CRUZ É A PRESENÇA SOLIDÁRIA DE DEUS

Por que, então Jesus morreu?
Num primeiro momento a comunidade apela para as Escrituras, reinterpretando os cantos dos servos sofredores (Isaias), os Salmos, etc. A paixão de Jesus é narrada nos moldes dos Salmos. A morte de Jesus é compreendida como a morte dos profetas.
Com o canto de Isaias, vão encontrar o Messias crucificado.
O pecado rompe a relação Deus- Homem. Jesus, homem e Deus, com a mesma nobreza de Deus, ao morrer na cruz salva a humanidade- Teologia da Idade Média.
A realidade é que Jesus vem para cumprir a vontade de Deus – instalar o Reino. Se para convencer a humanidade do valor do Reino for preciso morrer, que morra para que o Reino se estabeleça.
Jesus acreditava no que falava, no que pregava, por isso enfrentou a todos até o fim. A morte de Jesus é conseqüência da luta pelo Reino.
A morte de Jesus é completada pela Teologia da Ressurreição. Morte sem Ressurreição não tem sentido. O que nos coloca na dimensão do Reino é a morte e Ressurreição:
Vida
Conjunto único Morte
Ressurreição de Jesus

Só ressuscitou porque morreu, morreu porque viveu de determinada forma. O que me salva é a vida, a morte e Ressurreição de Jesus.

1- O Ressuscitado é o crucificado.
2- A Ressurreição é a confirmação da vida de Jesus.
3- A Ressurreição afirma a nova maneira de Deus estar com seu povo.

EMANUEL – DEUS CONOSCO

1- QUERIGMA PRINCIPAL DAS PRIMEIRAS COMUNIDADES CRISTÃS
- Esse que é crucificado é o ressuscitado que morreu na cruz. Não se pode separar a cruz da Ressurreição. Sem a cruz não se chega a Ressurreição.
A religião não pode adormecer consciências e sensibilidades.


2- A RESSURREIÇÃO É A CONFIRMAÇÃO DA PRÁTICA DE JESUS
Ao ressuscitar Jesus, Deus vai afirmar que Ele quer a vida realmente como Jesus ensinou. A identificação do crucificado e do ressuscitado é que leva a prática do bem.

3- A RESSURREIÇÃO É UMA CONTINUIDADE DA VIDA ANTERIOR A MORTE DE JESUS
No entanto, é ao mesmo tempo uma ruptura, pois está presente de forma diferente no meio dos apóstolos daquela sua vida pré-pascal. No entanto, é o mesmo Jesus com quem os apóstolos conviveram que se apresenta, que se faz presente no meio do povo de outra maneira. Aquele que foi crucificado está vivo – vida que venceu a morte.

Ressurreição não é defunto que levanta. Ressurreição é nova maneira de estar presente. Jesus não morre mais. As aparições de Jesus são “teofanias”, manifestação de Deus. Jesus não brincava de sobe e desce e nem fica perdido durante 40 dias (simbologia).

As aparições não são escritas para provar nada: primeiro porque não prova. Não temos prova da Ressurreição e sim testemunhas de homens e mulheres que afirmaram experimentar que, aquele mesmo Jesus que eles conviveram, está presente no meio deles.

Qual o caráter da nossa fé?
Fé é crer – ter confiança;
Existem duas maneiras de matar a fé: com a negação e com a certeza.
Nas coisas de Deus não temos certeza de nada. Temos confiança, temos sinais.
(Aula do Pe. Antonio Manzato).

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

SALMO 84 - 85



Mostrai-nos, ó Senhor, vossa bondade,
E a vossa salvação nos concedei.

Quero ouvir o que o Senhor irá falar,
é a paz que Ele vai anunciar.
Está perto a salvação dos que o temem
E a glória habitará em nossa terra.

A verdade e o amor se encontrarão,
A justiça e a paz se abraçarão.
Da terra brotará a fidelidade
E a justiça olhará dos altos céus.

O Senhor nos dará tudo que é bom
E a nossa terra nos dará muitas colheitas.
A justiça andará na sua frente
E a savação há de seguir os passos seus.